quarta-feira, 15 de agosto de 2012

MEIA IDADE, IDADE INTEIRA

Cada vez mais crianças têm a oportunidade de conhecer seus bisavós.
– Mamãe, se a vovó e o vovô são de meia-idade, quando é que eles vão ter uma idade inteira?

Dei risada. Minha filha queria saber quando seus avós iam ficar velhos. Afinal de contas, sua avó ainda tem pai. E quem tem pai não pode ser avó.

Minha filha não sabia, mas sua pergunta tem a ver com um fenômeno histórico relativamente recente. Você já reparou quantas pessoas, hoje em dia, têm bisavós e bisavôs? Muitas! Mas pergunte para seus avós se eles conheceram seus próprios bisavós. Provavelmente não.  

Nós temos mais chances de conhecer nossos bisavós por duas razões: nos últimos 200 anos, mais pessoas chegaram à velhice, e mais crianças nasceram e cresceram sem problemas de saúde. Em outras palavras, a expectativa de vida – o tempo que se espera que uma pessoa viva – vem aumentando, enquanto a taxa de mortalidade infantil – proporção de crianças que morrem antes de completar cinco anos – diminui.

Em 1810, por exemplo, alguém com 50 anos de idade era bem velho. Mas, no ano 2000, chegar aos 75 anos não era mais novidade. E vocês, que hoje são crianças, provavelmente viverão, com saúde, por mais de cem anos!

Isso só é possível porque, do início do século 19 para cá, as condições de vida das populações do planeta mudaram muito e para melhor, mesmo nos países mais pobres. Várias doenças, antes incuráveis, hoje têm remédio. Há mais alimentos no mundo, e há menos gente passando fome.

Mas é claro que nem tudo são flores: as desigualdades entre os países ainda são muito grandes, e, no que diz respeito à saúde e à expectativa de vida, viver em um país rico como a Suécia ou pobre como o Paquistão faz toda a diferença. Também faz muita diferença, claro, viver em regiões onde há guerras.

No Brasil, vivemos em paz, mas, embora a população esteja vivendo mais (um homem brasileiro vive, em média, 69 anos; uma mulher, 77), ainda se vive menos do que nos Estados Unidos e na maioria dos países da América Latina e do Caribe. Isso acontece porque o Brasil é um país muito desigual – desigual na distribuição de riqueza, desigual na saúde: quem vive nas grandes cidades tem expectativa de vida igual à dos mais ricos países europeus, mas quem mora nas regiões mais pobres, em geral, vive menos.

Mesmo assim, as diferenças existentes hoje são infinitamente menores do que aquelas que existiam antes. Bom sinal, pois mostra que é possível melhorar as condições de vida de toda a humanidade. Isto é, se tomarmos os devidos cuidados com o planeta, cujos recursos naturais estão cada vez mais escassos.

E também se nos cuidarmos bem, porque, para ter uma boa vida inteira, é preciso cuidar da saúde, fazer exercícios e ter uma boa alimentação! Afinal, quem não quer conhecer seus próprios bisnetos?
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

MEDICAMENTOS - ATENÇÃO CONSUMIDOR

Os medicamentos isentos de prescrição poderão permanecer ao alcance dos usuários nas gôndolas de farmácias e drogarias de todo o país. É o que determina a Resolução da Anvisa RDC No 41, publicada na sexta-feira (27/7), no Diário Oficial da União.

De acordo com a nova norma, os medicamentos de venda livre devem ficar em área segregada à área destinada aos produtos correlatos, como cosméticos e produtos dietéticos, por exemplo, e devem ser organizados por princípio ativo para permitir a fácil identificação pelos usuários.

A resolução também exige que, na área destinada aos medicamentos, cartazes sejam posicionados com a seguinte orientação: “MEDICAMENTOS PODEM CAUSAR EFEITOS INDESEJADOS. EVITE A AUTOMEDICAÇÃO: INFORME-SE COM O FARMACÊUTICO”.

A RDC 41 altera o artigo 40 da Resolução RDC 44 de 2009, que exigia que os medicamentos isentos de prescrição fossem posicionados atrás do balcão.

Histórico
- Em 2009, a Anvisa aprovou a Resolução RDC 44, que determinou que os medicamentos isentos de prescrição fossem posicionados atrás do balcão. O objetivo era reduzir a automedicação e evitar o uso irracional de medicamentos pela população.

- A RDC 44 foi amplamente questionada pelo setor produtivo e rendeu à Anvisa cerca de 70 processos judiciais.

- Nos últimos meses, onze estados criaram leis estaduais e também reverteram a decisão da Anvisa.

- A incerteza no ambiente regulatório motivou a Anvisa a fazer uma reavaliação da Resolução RDC 44.

- Um Grupo de Trabalho (GT) da Agência apresentou à Diretoria Colegiada da Anvisa estudo que avaliou o marco regulatório dos medicamentos isentos de prescrição.

- De acordo com o estudo apresentado pelo GT, a RDC 44/2009 não contribuiu para reduzir o número de intoxicações no país.

- O estudo apontou, também, uma maior concentração de mercado, o que evidencia o predomínio da prática da “empurroterapia” e prejuízo ao direito de escolha do consumidor no momento da compra desses produtos.

- Em abril de 2012, a Agência submeteu a questão à apreciação da população por meio da Consulta Pública 27/2012,  que ficou aberta a contribuições durante 30 dias. A maioria das contribuições recebidas apontavam para a alteração da RDC 44/2009.

- A partir das evidências de que a RDC 44/09, no que diz respeito ao posicionamento dos medicamentos isentos de prescrição, não trouxe benefícios ao consumidor, a Diretoria Colegiada da Anvisa decidiu alterar a norma e permitir que os Medicamentos de venda livre sejam posicionados ao alcance do consumidor nas gôndolas das farmácias e drogarias do país.
http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/home