quarta-feira, 4 de abril de 2012

ESCLEROSE MÚLTIPLA PODE SER CAUSADA PELO "VÍRUS DO BEIJO"

Reforçando algumas teorias já existentes, um novo estudo mostrou que a esclerose múltipla, doença crônica que afeta as funções neurológicas, pode ser causada por uma infecção viral. O responsável é o vírus Epstein-Barr, o mesmo que causa a mononucleose, conhecida como "doença do beijo". 

Como esse tipo de vírus é transmitido pela saliva (daí o apelido), a maioria das pessoas são infectadas em algum momento da vida, porém não sofrem qualquer sintoma ou consequência. De acordo com a nova pesquisa, em alguns casos o Epstein-Barr atinge algumas células do sistema imunológico, podendo levar ao aparecimento da esclerose múltipla e de até alguns tipos de cânceres.

Por meio de uma análise, os cientistas puderam encontrar o vírus escondido entre as células cerebrais de pessoas afetadas pela doença. Mesmo quando não está se multiplicando, o vírus Epstein-Barr é capaz de mandar moléculas infectadas para várias áreas do cérebro, causando os sintomas clássicos da esclerose múltipa, tais como fraqueza muscular, rigidez nas articulações, falta de equilíbrio, tremores e formigamentos pelo corpo.

Os pesquisadores, porém, afirmaram em comunicado oficial serem necessárias mais pesquisas para saber se o Epstein-Barr é a única causa da doença. De qualquer modo, a descoberta já suscitou novos estudos sobre as diferentes manifestações da esclerose múltipla e as formas de tratamento mais eficientes para os que sofrem com o problema.
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/1,,EMI288650-17770,00.html

ÁLCOOL NA GRAVIDEZ E AS CONSEQUÊNCIAS PARA O BEBÊ

Um estudo da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, mostra que bebês cujas mães ingeriram álcool quando estavam grávidas demoram mais para reagir à dor. O autor do experimento, o neuropediatra Tim Oberlander, furou levemente com uma agulha o calcanhar dos 28 recém-nascidos antes de medir sua frequência cardíaca.

Em seguida, perguntou às mães se haviam ingerido álcool ao longo da gestação. “A frequência cardíaca aumentou mais entre os filhos de mulheres abstinentes. Isso quer dizer que perceberam e reagiram ao estímulo mais rapidamente”, explica Oberlander. Segundo o neuropediatra, experimentos anteriores comprovaram que crianças de mães que beberam durante a gravidez são menos atentas e têm pior desempenho em testes cognitivos. Mas as conseqüências no longo prazo, principalmente sobre o desenvolvimento psicológico, ainda precisam ser esclarecidas.
http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/alcool_na_gravidez_e_as_consequencias_para_o_bebe.html